I don't know! I DON'T KNOW! I'm lost! I'm scared! I feel like I'm disappearing! MY SKIN COMING OFF! I'M GETTING OLD! Nothing makes any sense to me! NOTHING MAKES ANY SENSE!
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
29/12/10
Balanço da última semana de 2010:
* Kilos ganhos = 5
* Noites mal dormidas = 5
* Decepções = 2
* Amores perdidos = 1
* Beijos lésbicos = 0
* Declarações lésbicas = 1
* Garrafas de cervejas = Incontáveis
* Carteiras de cigarro = 5
* Caquinhas = 2
* Desejos realizados = 3
* Lágrimas = Muitas
* Amizades resgatadas = 1
* Amizades perdidas = 2
Beijos 2010.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
I (L) Brasília
Toda vez que eu volto a sensação é a mesma: ALÍVIO. Belém me sufoca, me tira do sério, me enlouquece, eu em Belém não sou eu, ou eu em Brasília não sou eu, mas não é isso que importa, o que importa é que eu gosto mais dessa Verena daqui. A Verena de lá tá sempre neurada, sempre falando o que não deve e sempre fazendo alguma besteira. A Verena de lá talvez seja mais divertida que a daqui, mas quem disse que a vida é só diversão né? Em Belém eu me sinto estranha, me sinto... Sufocada. É, é essa palavra. SUFOCADA. Como se eu não conseguisse respirar, como se tudo tivesse nas minhas costas e aquele peso, e aquela dor, e aquelas ressacas, e aquelas cervejas e aqueles beijos mal dados, noites mal dormidas, e lágrimas escorridas. Talvez eu esteja sendo um pouco dramática, mas toda vez que eu volto de Belém, é essa a impressão que eu tenho. Aí vem a pergunta, pra que eu ainda volto mesmo?
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Quase
Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance; para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
Luís Fernando Verissímo.
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