Eu já atendi o telefone com a voz embargada, não vou mentir. Não sei ao certo até que ponto isso, esse choro de agora, daqueles que a nossa cara fica quente e que as lágrimas escorrem doídas, realmente doídas, enquanto as acompanho passando pela minha bochecha até chegar o gosto salgado na minha boca, tem a ver com você, ou se é com tudo. Vim dirigindo meio triste, mas quando atendi o telefone foi quando percebi o quanto estava triste. Não sei se é a tua voz que representa pra mim tudo que eu tô deixando, ou se é apenas a tua voz mesmo que me fez sentir assim. Não sei se foi a forma informal de me atender, ou se foi o seu descaso que me deixaram sem palavras. Não sei se são as palavras não ditas, se é o medo, se é tudo o que eu guardo, e tenho guardado a um tempo que me deixam decepcionada. Não sei nem se é comigo ou com você a decepção. Só sei que as pessoas lidam com os sentimentos de formas diferentes, alguns jogam o telefone na parede, outros gritam, ou mandam a pessoa pra longe, eu me limito a chorar. Mas que fique bem claro, é de raiva. De mim por ter me dado ao trabalho de expor meus sentimentos a alguém que não dá a mínima, pela minha burrice de achar que você daria a mínima, pela ingenuidade de achar que alguém da mínima para alguém. E de você por além de se fazer de idiota, tentar me fazer também.
I don't know! I DON'T KNOW! I'm lost! I'm scared! I feel like I'm disappearing! MY SKIN COMING OFF! I'M GETTING OLD! Nothing makes any sense to me! NOTHING MAKES ANY SENSE!
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Vem cá
Hoje fiquei pensando em todos os espaços em branco que existem entre a gente. Não sei ao certo se você consegue nota-los, mas eu os vejo nitidamente, como lacunas que se colocam entre eu e você. Vejo eles nos nossos abraços, nas nossas conversas, nas nossas risadas. Grandes muros, paredes, pedaços de cimento e concreto gigantes e estrategicamente colocados entre nós. Queria conseguir explicar direito o que eles representam. Acho que representam todos os momentos que acontecem na minha cabeça mas nunca na vida real. São como espaços entende? Como se fosse uma história que falta pedaços... é isso! Toda hora tenho essa sensação, que está faltando alguma coisa, que eu esqueci alguma coisa, que deixei alguma coisa de lado. Sensação de perda, de algo deixado, talvez não dito, mutias vezes não feito, pela metade. Sempre assim. Sempre entro no carro e digo pra mim mesma que essa foi a ultima vez, que já chega, ou que na próxima eu vou tomar uma atitude. Mas quer saber a verdade? A verdade é que nenhuma das duas alternativas são viáveis já que em nenhuma delas eu preencheria as tais lacunas que tanto me aborrecem. Escolho não fazer nada, porque fazer nada na verdade já é fazer alguma coisa. Fazer nada dói. É chato e me agonia. A ideia de acabar com isso me assusta, a ideia de acabar com a gente me deixa triste. Prefiro não saber, prefiro me omitir. Até porque, ás vezes fico pensando... Pra quem você correria se fosse exatamente de mim que dessa vez você estivesse correndo? Engulo meu egoísmo, engulo meu amor.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Mais um
So you failed. Alright you really failed. You failed. You failed. You failed. You failed. You failed. You failed. You failed. You failed. You failed. You failed. You failed. You failed. You think I care about that? I do understand. You wanna be really great? Then have the courage to fail big and stick around. Make them wonder why you're still smiling.
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