quinta-feira, 8 de abril de 2010

ME EXPLICA FREUD!

Como poderia ser possível eu te esquecer se nos meus sonhos eu sou traída? Na única parte da minha mente em que não posso mandar você aparece. Por que? Que recalque será que ainda tem aqui que eu não consigo sonhar com outra coisa? Não é justo! Não gosto de acordar com essa sensação de que estava com você ontem e hoje já não tenho mais. Esse sonhos! Malditos sonhos que me dão sensações tão reais das quais eu não consigo mais esquecer por pelo menos uma semana inteira. Nossa! Como foi bom te ver. Quando eu entrei ali naquele bar, assustada e dei de cara com você. Você sorriu pra mim, eu pulei em teus braços. Eu queria te segurar nos meus ali para sempre. Tinha esquecido que era a sensação que eu tinha quando te abraçava. Eu te abraçava forte, como sempre te abracei, com medo de você fugir. Eu estava tão feliz! Você estava tão... você, só você. Nós conversávamos como se aquilo tudo fosse normal, coisas banais sabe? Mas eu estava assustada com o pesadelo da noite passada e você segurava a minha mão, com força, dizia pra eu ficar calma, "posso ficar aqui com você hoje? com medo" e você me respondia como se eu tivesse feito a pergunta mais simples do mundo "claro que pode Ve". Então eu te abraçava... Meus Deus, por que é tão bom te abraçar assim? Eu queria conseguir te explicar como é bom mas você não entenderia.
Isso foi o bastante pra eu acordar hoje sem vontade de levantar da cama. Mas no sonho nós estávamos felizes... you know? Happy? Just happy. Sem os "ques" dos "quais" e "poréns".

Minha cara, minha Cora Coralina.

Ajuntei todas as pedras
que vieram sobre mim.
Levantei uma escada muito alta
e no alto subi.
Teci um tapete floreado
e no sonho me perdi.

Uma estrada,
um leito,
uma casa,
um companheiro.
Tudo de pedra.

Entre pedras
cresceu a minha poesia.
Minha vida...
Quebrando pedras
e plantando flores.

Entre pedras que me esmagavam
Levantei a pedra rude
dos meus versos.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Foi

Em uns emails, em uns contatos, em umas mensagens, em umas conversas, em umas declarações, em uns depoimentos, em uns status, em uns arquivos, em uma lixeira, em uma caixa no fundo do armário, em uma camisa velha, em uns presentes, em uma câmera escondida, em umas músicas, em uma playlist, em uns textos, em umas cartas, em uns bilhetes, em uns cheiros deliciosos, em umas lágrimas apertadas, em muitas lembranças, em alguns abraços, em beijos intermináveis, em sensações maravilhosas, em saudades inexplicáveis, em um goodbye atrasado. Vai, pode ir.

sábado, 3 de abril de 2010

I GIVE UP

OK, eu admito, não dou conta! Não consigo, não dá, sou fraca e eu desisto! Desisto de acordar todos os dias tentando me convencer de que estou bem e que a minha vida ótima. Desisto de fingir pra tudo e pra todos que sou até mais feliz. Desisto de sorrir para os meus pais quando na verdade eu quero chorar e gritar com toda a força. Desisto de tentar convencer as minhas amigas que não preciso tanto delas assim. Desisto de tentar encontrar pessoas tão legais quanto aquelas que eu deixei pra trás. Desisto de tentar me convencer que é uma questão de tempo e que vai passar. Desisto de tentar me acostumar. Desisto de ouvir músicas que me falam sentir melhor mas só por alguns minutos. Desisto de ir ao cinema sozinha e me fingir super independente. Desisto de andar sozinha pelos corredores da faculdade com um fone de ouvido e fumando um cigarro pra parecer too cool for school. Desisto de dar uma de teacher, novinha e responsável com a vida. Desisto de ir pra academia e descontar a minha raiva naqueles aparelhos. Desisto de pegar 1, 2, 3, 4 na balada e voltar pra casa me sentindo mais sozinha que antes. Desisto de ir pra igreja e tentar sentir pelo menos metade da felicidade que o meu pai sente quando está lá. Desisto de ir visitar museus, ir a shows, peças de teatro e me sentir menina de cidade grande. Desisto de esquecer o quanto eu gostava de ir para os mesmos lugares e ver as mesmas pessoas. Desisto de falar pra mim mesma que é melhor assim. Desisto de esperar o dia em que você vai dizer que está com saudade. Desisto! DESISTO! D-E-S-I-S-T-O!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

I don't believe you.

I don't mind it, I don't mind at all, It's like you're a swingset, and I'm the kid that falls. It's like the way we fight, the times I cry, we come to blows and every night, the passion's there, so it's gotta be right, right? No, I don't believe you when you say don't come around here no more I won't remind you you said we wouldn't be apart. No, I don't believe you when you say you don't need me anymore so don't pretend to not love me at all. I don't mind it I still don't mind at all, It's like one of those bad dreams when you can't wake up. Looks like you've given up, you've had enough but I want more, no I won't stop cause I just know you'll come around, right? No, I don't believe you when you say don't come around here no more I won't remind you, you said we wouldn't be apart. No, I don't believe you when you say you don't need me anymore so don't pretend to not love me at all. Just don't stand there and watch me fall... cause I, cause I still don't mind it at all.